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10/2024
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Sala de Imprensa

Eneva, Scania e Virtu querem descarbonizar transporte pesado

Ideia é promover a entrega de carga por caminhões movidos a gás natural liquefeito (GNL)

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As empresas , Scania e Virtu GNL fecharam parceria para descarbonizar o transporte rodoviário pesado no Brasil. A ideia é promover a entrega de carga por caminhões movidos a gás natural liquefeito (GNL). O trio tem contratos com a e a para transporte de produtos na chamada rota Matopiba, sigla que designa os Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

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O contrato prevê a entrega de 180 caminhões movidos a GNL produzidos pela Scania a um custo unitário de cerca de R$ 1 milhão, o que leva o total para R$ 180 milhões. A ideia é que a Eneva fique com a parte de produção da molécula de gás e a Virtu cuide da entrega do produto final. A Virtu e a Eneva já atuam juntas por meio de uma joint venture, a GNL Brasil, que atua na logística de entrega de gás natural em lugares sem gasodutos, fazendo o transporte, a estocagem e a regaseificação.

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A Eneva estima que o novo mercado de transporte rodoviário de longa distância movido a GNL pode demandar até 9 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia inicialmente, com uma redução na intensidade de emissões de 2 milhões de toneladas de gás carbônico por ano no Brasil. Em comparação com a frota tradicional de diesel, a redução de emissão de gás carbônico pode chegar a até 20%.

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Segundo o diretor de vendas da Scania, Alex Nucci, o volume de 180 caminhões é a maior compra de veículos a GNL da América Latina: “Um dos pontos importantes dessa operação é o fato de serem caminhões projetados e produzidos 100% para o gás. A partir de maio, a Scania passará a produzi-los totalmente na nossa fábrica em São Bernardo do Campo (SP). Esses fatores, junto ao fato de que o investimento para adquirir um veículo movido a GNL e um a diesel não é tão diferente, abrem um leque de possibilidades por ser mais competitivo no mercado”

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Inicialmente, 30 veículos farão as primeiras operações da parceria, que devem começar em meados de abril. Os outros 150 serão entregues ao longo de 2024.

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A GNL Brasil realiza entregas de GNL para atividades industriais da Vale e da Suzano. Para a Suzano, que possui planta na cidade de Imperatriz (MA), a GNL Brasil transporta cerca de 160 mil metros cúbicos por dia a uma distância de 548 quilômetros. Para a Vale, que possui operação em São Luis (MA), a GNL Brasil transporta cerca de 250 mil metros cúbicos por dia a uma distância de 320 quilômetros.

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O presidente da Eneva, Lino Cançado, diz que a expectativa é de ganho de escala de forma rápida: “Começaremos com esses 180 caminhões, mas a visão é de que o mercado é maior que isso e pode escalar com velocidade.” O projeto não tem contrato de exclusividade e pode atender demandas de outras empresas futuramente.

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Desde 2022, a Eneva investiu R$ 1 bilhão para atingir a capacidade de liquefazer 600 mil metros cúbicos de gás por dia. Segundo Cançado, a Eneva tem capacidade ociosa de liquefação de gás e pode aumentar o volume a depender da demanda. A companhia produziu 360 milhões de metros cúbicos de gás no quarto trimestre de 2023.

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O presidente da Virtu GNL, José de Moura Jr., diz que os veículos movidos a GNL unem a eficiência à descarbonização: “Para transportes como esse de longa distância, a solução é o GNL. O elétrico não tem autonomia e o movido a gás natural comprimido precisa fazer muitas paradas para abastecer. Aqui nessa parceria nós temos a molécula, o caminhão e o serviço.” A Virtu GNL investirá R$ 5,7 bilhões para promover a infraestrutura de postos para abastecimento.

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