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10/2024
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Sala de Imprensa

VirtuGNL destina R$ 5,7 bi para novo corredor de gás

Primeiros passos incluem implantação de duas centrais e aquisição de 150 caminhões movidos a GNL.

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A VirtuGNL deu início a seu plano de investir R$ 5,7 bilhões até 2030 na implantação de um corredor de descarbonização de transportes, com o uso da tecnologia de gás natural liquefeito (GNL) como parte de seu modelo de negócios. A empresa, que já atua no transporte de GNL, vai passar a movimentar - a partir de agosto - cargas em caminhões movidos também pelo insumo e não mais por óleo diesel.

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O começo do plano se dará no Maranhão, onde serão instalados dois postos de abastecimento para caminhões movidos a GNL. A empresa já adquiriu os primeiros 150 caminhões que serão utilizados no negócio. Para essa primeira etapa, os investimentos somam cerca de R$ 180 milhões, entre aquisição de veículos e construção das centrais.

Os investimentos se inserem no momento em que o país debate alternativas de descarbonização da matriz de transportes. O gás natural é considerado por especialistas como combustível de transição porque, embora seja fóssil, não tem componentes químicos poluentes encontrados no diesel.

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Em paralelo, há uma discussão no mercado de gás brasileiro sobre como monetizar as reservas. Cerca de metade do gás produzido no país é reinjetado nas jazidas por falta de infraestrutura. O transporte de gás por rodovias é visto como uma alternativa aos gasodutos tradicionais.

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A VirtuGNL presta o serviço de transporte, por rodovias, do gás extraído do campo de Azulão (AM), da , para a térmica Jaguatirica (RR), num trajeto de 1.100 quilômetros. O gás é liquefeito num terminal da Eneva no próprio campo, transportado e regaseificado nas instalações da termelétrica. A VirtuGNL passará a transportar, a partir de maio, o GNL da Bacia do Parnaíba, também da Eneva, para as instalações da vale, em São Luís, e da , em Imperatriz (MA), ambas com planos de descarbonizar as respectivas operações.

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A Eneva é a principal parceira da VirtuGNL na joint venture GNL Brasil, que fará o transporte do gás para Vale e Suzano. Para atender a esse contrato, a VirtuGNL fechou acordo com a Scania para aquisição de 30 caminhões.

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"Se eu levo gás a nosso cliente, por que não agregar à cadeia de valor” — José de Moura Jr.

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De olho no potencial de negócios com GNL, a empresa decidiu seguir em um novo caminho: monetizar o gás que transporta como combustível para abastecimento de caminhões, de acordo com o presidente da VirtuGNL, José de Moura Junior. O modelo, porém, vai além da venda de gás e envolve a locação dos caminhões para potenciais clientes, como transportadores de grãos, granéis sólidos e líquidos, e voltados para a mineração, entre outros segmentos.

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“Se eu levo gás para fazer o processo industrial para nosso cliente, por que não agregar mais à cadeia de valor? Daí nasceu nosso projeto”, disse Moura. Verticalizado, o negócio é fornecer solução completa de caminhões movidos a GNL para as transportadoras que precisam descarbonizar as operações.

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Os primeiros passos se deram com a assinatura de um contrato com o Porto do Itaqui para a instalação dos dois primeiros postos de abastecimento, de um total de 39 unidades, denominadas “centrais de descarbonização”, que totalizam R$ 180 milhões de investimentos. As centrais serão instaladas nos municípios maranhenses de Presidente Dutra e Balsas. Essa fase, com início em agosto, contará com 150 caminhões.

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O acordo envolve o escoamento de produtos pelo Porto do Itaqui, de olho na região batizada de “Matopiba”, um cinturão agropecuário dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O plano da VirtuGNL é de comprar 5,3 mil caminhões até 2030.

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Para colocar de pé as rotas de abastecimento, o plano de investimentos conta com parcerias com a própria Eneva e com outros fornecedores de gás natural - nesses casos, a VirtuGNL atua como comercializadora do insumo. O executivo disse que as centrais de descarbonização não funcionarão, nesse primeiro momento, como postos de combustíveis para venda de GNL a terceiros. Eles vão atender somente à frota da companhia, devido a questões regulatórias.

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